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AHDM – Associação Habitacional em Defesa da Moradia e Meio Ambiente, solução e gestão das políticas habitacionais.

Dinalva Heloiza



É consenso que a habitação reflete, seja qual for a sua forma, o grau de cidadania alcançado ou permitido àquele que a ocupa. O conceito da moradia digna foi proposto com o objetivo de pautar a discussão habitacional pela questão “acesso à cidadania”. Ou seja, a moradia digna amplia a discussão sobre quais são as premissas que formulam os padrões mínimos de habitabilidade necessários a uma habitação para que a conquista dessa seja também a conquista da cidadania.

Sendo assim, a moradia digna busca conferir à habitação de interesse social um caráter universal, imprimindo, em cada diferente manifestação dessa moradia, saúde e educação, salubridade e conforto, segurança jurídica, serviços básicos (como água, luz, esgoto e coleta de lixo), transporte, trabalho, lazer e cultura.

O sistema atual de habitação, por si só, em muitos casos não garante que se resolvam os problemas habitacionais do país e das cidades – uma vez que não dispõe das alterações necessárias ao panorama macroeconômico - por outra é condição necessária para tal, uma vez que apresenta alternativas para superar o quadro que marcou a política habitacional no país, até alguns recentes; tais como:  desarticulação de programas e recursos, sobreposição de ações, e atendimento a demandas não prioritárias.

Como forma de minimizar estes impactos, as entidades da economia solidária atuam em parceria com o governo federal, estadual e municipal, com forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano e não do capital. Tem por base o associativismo e o cooperativismo, e é voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços de modo auto-gerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Preconiza o entendimento do trabalho como um meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.

Estas entidades tem finalidade multidimensional, isto é, envolve a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências das mesmas, se projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: que as entidades da economia solidária não se confundem com o chamado "Terceiro Setor", o qual substitui o Estado nas suas obrigações legais e inibe a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos. Ao contrário essas entidades reafirmam, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.

As entidades de assessoria e fomento à economia solidária normalmente se organizam na forma de associações sem fins lucrativos, ou órgãos universitários (incubadoras tecnológicas e grupos de extensão) e prestam serviços de apoio e fomento aos empreendimentos solidários, seja na forma de ações de formação (tanto técnica quanto econômica e política), seja na forma de apoio direto (em estrutura, assessoria, consultoria, elaboração de projetos e/ou oferecimento de crédito) para a incubação e promoção de empreendimentos.

Quando se trata de empreendimento econômico solidário de consumo, o seu capital será também constituído por cotas, distribuídas por igual entre todos os membros, que assim se tornam sócios do empreendimento. Neste caso, o princípio geral da autogestão é que "todos os que consomem são donos do empreendimento e todos os que são donos consomem no empreendimento e administram o mesmo".

Exemplos de empreendimentos solidários de consumo são as associações e cooperativas de consumo, habitacionais, de crédito e mútuas de seguros gerais, de seguro de saúde, clubes de troca etc. No âmbito da economia solidária, o conceito de freguês ou cliente - típico da economia capitalista - é substituído pelo conceito de parceiros em projetos.

Hoje no país existem inúmeras dessas entidades, as quais asseguram aos seus parceiros os projetos e a viabilidade dos mesmos, contemplando soluções de gestão em política social, efetiva aos seus interesses. No Brasil e em Goiás, podemos citar uma dessas entidades, AHDM – Associação Habitacional em Defesa da Moradia e Meio Ambiente, a qual vem pautando suas atividades no contexto habitacional, onde os resultados de suas ações, respondem aos interesses dos parceiros, em gestão e solução das responsabilidades que demandam a correspondência financeira e a proposição das políticas habitacionais na implantação destes programas junto aos municípios.

A AHDM, dentro das suas propostas de coordenação, dos programas que administra em parceria com o Ministério das Cidades, governos estaduais e municipais, já responde pelo atendimento de inúmeros projetos habitacionais realizados em parceria com atores públicos, a exemplo de Vicentina, Itaporã e Sidrolândia, localizadas no estado de Mato Grosso do Sul, a entidade atende ainda, outros estados da federação, entre eles o estado de Goiás.

Em conversa com o presidente da AHDM - Jordaci Vieira de Matos, ele nos apresentou uma lista de mais de 40 municípios goianos, os quais estão sendo representados pela AHDM, junto ao PMCMV sub 50 do Ministério das Cidades, modalidade específica para municípios com população abaixo dos 50.000 habitantes, o que visa a implantação desta modalidade do Programa, junto a estes municípios ainda em 2012. Com uma agenda ampla e semanal em Brasília, junto ao Ministério das Cidades e demais órgãos responsáveis pela viabilização do programa e seleção dos primeiros municípios a serem contemplados com o mesmo, Jordaci Vieira de Mattos, demonstra uma enorme responsabilidade ao atendimento destes municípios inseridos no programa PMCMV sub 50, representados pela AHDM.

No ano 2011, a mídia noticiou atraso na entrega de 70 casas beneficiadas do Programa Crédito Solidário em parceria Caixa Econômica Federal, no município de Jaraguá, estado Goiás, onde a coordenação do mesmo está sob a responsabilidade da AHDM, onde segundo Jordaci Vieira, houve um impasse decorrente de problemas técnicos de responsabilidade da empreiteira, os quais foram explicados pelo presidente da AHDM.

“o que aconteceu foi que a CAO – Comissão de Obras e Acompanhamento contratou um empreiteiro, para viabilizar a construção, o que deveria ter sido conduzido dentro das regras e normas do programa crédito solidário, da CEF. A Caixa Econômica só faz a liberação do recurso, após ter sido apresentado um relatório de medição da obra em construção. Quando o empreiteiro apresentou esta medição, os técnicos da CEF verificaram que os mesmos não estavam de acordo com os critérios pré-estabelecidos, foi quando a CEF reteve o dinheiro, e a obra foi paralisada. Outra questão apresentada por Jordaci, a qual somou ao impasse e demora na entrega da obra, foi provocado também pela evolução dos preços dos materiais para construção destas casas durante o período”.

“Quando foi realizada a assinatura deste convenio com as famílias, era viável construir uma casa com R$ 13.000 ou R$ 14.000, mais recente estes custos sofreram alterações em pelo menos R$ 20.000. Portanto houve uma defasagem muito grande em relação ao custo final da obra. Para que pudéssemos resolver essa questão, a CAO – Comissão de Obras assumiu estes contratos.

A AHDM reconhece os problemas e as deficiências do projeto, lembrando, que os procedimentos de competência da entidade, foram concluídos, afirma seu presidente,  Jordaci Vieira Matos.  

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Goiás é destaque nacional junto ao programa Minha Casa Minha Vida


Em reportagem veiculada pelo jornal Valor Econômico, o Estado de Goiás foi citado como uma das cinco unidades federativas destaques no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

A matéria “'Minha Casa' quer retomar contratações e dar mais atenção à baixa renda”, publicada em 31 de janeiro, colocou o Estado entre os cinco que mais contrataram unidades habitacionais no ano passado. Junto a Goiás (cujo programa habitacional está a cargo da Agência Goiana de Habitação – Agehab), que teve 39,5 mil unidades contratadas em 2011, os Estados de São Paulo (87,5 mil), Minas Gerais (49 mil), Paraná (41 mil) e Rio Grande do Sul (36 mil) concentram 55% das contratações, segundo informou o jornal.

Em relação ao avanço no ritmo de contratação da primeira para a segunda etapa do programa federal, o Valor Econômico citou Goiás em primeiro lugar. O Estado saltou de 48 mil unidades contratadas na primeira fase (entre 2009 e 2010) para 88 mil, em somente seis meses de vigência da segunda fase do MCMV em 2011. Figuram também neste ranking, após Goiás, os estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Somente o ano passado,  em todo o País, o Minha Casa contratou 457.005 unidades residenciais.

A intenção do governo, conforme as fontes consultadas pelo jornal, é apostar no reforço de contratações para 2012 levando o número para 600 mil unidades, com atenção maior para a população de baixa renda, entre 0 e 3 salários mínimos. Este é o público-alvo da Agehab, o que é extremamente positivo segundo o presidente da Agência, Marcos Abrão Roriz. “O aumento da presença de Goiás em relação ao restante do País é resultado do esforço concentrado do governo estadual em resolver o déficit habitacional do Estado, que é de mais de 163 mil unidades. Cerca de 90% das famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos”, informa o presidente. A Agehab é a responsável por apontar ao MCMV as famílias que serão beneficiadas, um trabalho que conta com a participação das entidades habitacionais em Goiás.

Ainda segundo os dados apresentados pelo Valor Econômico, cerca da metade das 600 mil unidades contratadas previstas para 2012 será concentrada nesta primeira faixa de renda. A intenção do governo é, por enquanto, não deixar que o valor deste perfil de moradia sofra aumento considerável, como tem requisitado há algum tempo o empresariado do ramo. Esse aumento já foi registrado na segunda faixa de renda (R$ 1,6 mil a R$ 3,1 mil) e na terceira (acima de R$ 3,1 mil). “Ainda não é momento de reajuste”, diz, na reportagem, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Valor Econômico, destacou também que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressalta que em 2012 o MCMV é uma das principais apostas do governo federal para superar a meta de crescimento da economia de 4% do PIB.


Fonte: Agehab/Goiás

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Novo pacote habitacional vai priorizar famílias do Pinheirinho

[N/D]
Governador anunciou ontem a construção de 5.000 moradias populares em S. José, com prioridade para moradores expulsos do Pinheirinho; primeiro lote, com 1.100 apartamentos, será entregue em 18 meses

Beatriz Rosa
São Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem um programa emergencial que prevê a construção de 5.000 moradias em São José dos Campos para atender, prioritariamente, as famílias expulsas do acampamento sem-teto do Pinheirinho, na zona sul da cidade. As unidades serão construídas em parceria com o governo federal e a Prefeitura de São José.

O pacote também irá beneficiar famílias inscritas no programa habitacional do município. A fila da habitação em São José tem 26 mil pessoas atualmente. De acordo com a prefeitura, já foram cadastradas 1.100 famílias do Pinheirinho, mas só as que se encaixarem nos critérios de baixa renda serão contempladas com as novas moradias. “As famílias do Pinheirinho terão prioridade, mas nós vamos atendê-las junto com as demais famílias. Elas terão prioridade porque estarão no aluguel social”, completou.

Fila
A prioridade para as famílias do Pinheirinho contraria política adotada pela Prefeitura de São José, a administração do PSDB sempre defendeu o respeito à fila. “As primeiras 1.100 unidades irão para as famílias mais pobres do Pinheirinho, além das famílias mais pobres da cidade que estão na fila. Por isso, a decisão de não fazer só 1.000 casas, mas 5.000, porque temos pessoas às vezes mais pobres que as do Pinheirinho, mas que esperam ordeiramente sua vez na fila”, disse Cury. O pacote prevê apenas a construção de prédios.
Os primeiros 1.100 apartamentos já haviam sido anunciados no ano passado serão 550 no Putim e 550 no Altos de Santana. Eles serão entregues pela CDHU em um prazo máximo de18 meses.

As 3.900 unidades restantes serão construídas em quatro anos por meio de convênio com o governo federal.
Nesse modelo, a União entra com a maior parte dos recursos (R$65 mil por unidade, com um complemento de R$ 20 mil do governo do Estado a fundo perdido). A prefeitura disponibilizará as áreas.

Aluguel.
O anúncio do pacote foi feito durante a assinatura do convênio do aluguel social que será destinado às famílias do Pinheirinho até a entrega das novas moradias. O decreto prevê a destina-ção de até 1.300 auxílios. O Estado irá destinar R$ 400 por família e a prefeitura, R$ 100. O benefício deve ser pago a partir da próxima semana.

O líder dos sem-teto, Valdir Martins, o Marrom, lamentou que a decisão tenha sido tomada somente agora. “As pessoas já tinham casa. Agora essas construções deverão ser feitas com urgência.”

Parceria. O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), e o governador Geraldo Alckmin, colega de partido, assinam convênio para a construção de 5.000 moradias populares na cidade ontem, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na capital; no centro, o governador em coletiva após a formalização do termo e, à direita, detalhe do documento assinado entre município e Estado

O PACOTE

Auxílio

Aluguel social
O governador Geraldo Alckimin assinou ontem convênio com a prefeitura de São José para oferecer aluguel social para até 1.300 , às famílias expulsas do Pinheirinho. O aluguel no valor de R$ 500 reais será oferecido por seis meses

Moradias
Pacote

Também foi anunciada a construção de 5.000 moradias. 1.100 delas já estão em processo de licitação. Os apartamentos serão construídos no Putim e no Altos de Santana

Parcerias
Habitação

As 3.900 unidades serão construídas pelo Estado em parceria com ao Governo Federal e a Prefeitura. Dois terrenos no Bom Retiro já estão em estudo

Planalto
Anúncio esvazia reunião em Brasília

O Palácio do Planalto avalia hoje a desocupação da área do Pinheirinho e medidas que pode adotar para ajudar as famílias desalojadas. Inicialmente, estava prevista a participação de representantes da Prefeitura de São José e do Estado no encontro, mas ambos adiaram suas presenças. Com isso, a reunião em Brasília ficará restrita a assessores do governo federal.

Sessão extra
Câmara vota ajuda na segunda-feira

O presidente da Câmara de São José dos Campos, Juvenil Silvério (PSDB), deve convocar uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira para votar a liberação do aluguel social às famílias despejadas da área do Pinheirinho. “Amanhã \[hoje\], vamos chamar os vereadores para a convocação da sessão
extraordinária”, afirmou o presidente.